No Brasil, mecanizar a limpeza em detrimento da mão de obra é viável, comparando-se ao que acontece no resto do mundo?

Quem lembra da Rosie, o robô que era empregada doméstica dos Jetsons? O desenho, em um futuro distante onde a tecnologia era muito avançada, não parece mais tão absurdo assim. Hoje em dia, está começando a ser comum a automação de processos de limpeza, em larga e pequena escala. Mas será que isso é viável?

Em casa

A principal desvantagem e o maior empecilho para o uso da limpeza automatizada é, o alto custo inicial. Esses aparelhos, ainda são caros de serem adquiridos, sem contar o gasto de energia e possível manutenção. Em pequenos estabelecimentos, ou mesmo em casa, ainda não vale contar com um equipamento sofisticado de limpeza.

As tecnologias mais acessíveis como, por exemplo, os aspiradores robôs, ainda não são suficientes para dar conta do serviço sozinho. Por conta disso, a Rosie fica só no desenho, pelo menos por enquanto.

Em maior escala

Por outro lado, as indústrias de setores como o alimentício e o farmacêutico, precisam ter um ambiente sempre impecavelmente limpo, de modo a evitar a contaminação de produtos e possíveis multas decorridas de vistorias. Tudo isso traz uma imagem muito ruim para a empresa. Nesse caso, talvez valha a pena investir em um sistema completamente, ou mesmo parcialmente, automatizado.

Nos Estados Unidos, por exemplo, está se iniciando o uso dessas ferramentas para limpeza de fábricas. Certas empresas oferecem um sistema extremamente sofisticado e especializado, capaz de limpar tanques e canos, por exemplo. Eles funcionam com sensores, além de detectores de mudança de temperatura, que entram em ação se perceberem algum problema.

Esse sistema específico oferece muitas vantagens em relação a limpeza manual. Em primeiro lugar, a limpeza é imediata, visto que a detecção também é. Em segundo lugar, é muito mais rápida e eficiente, já que o aparelho está embutido na máquina, ou seja, não é necessário desmontar o equipamento. Além disso, é mais seguro para os próprios funcionários, que além de não precisar lidar com instrumentos pesados, não ficam expostos a produtos químicos.

Porém, para processos de limpeza comuns do dia a dia, o uso da mão de obra ainda é a melhor opção, seja com uma equipe própria ou terceirizada, mesmo para as indústrias de maior porte.

Os banheiros autolimpantes

Na Europa, e chegando agora nos Estados Unidos, é comum o uso de banheiros autolimpantes. Esses cômodos funcionam com sensores de peso e calor, para garantir que o ambiente é limpo após cada visita, com o uso de desinfetantes no ambiente, ou mesmo um braço acoplado ao assento para a limpeza do vaso. Ele é ideal para banheiros, que são pequenos e relativamente fáceis de controlar.

Ainda não, mas quem sabe um dia?

Como podemos ver, mesmo em países como os Estados Unidos e na Europa que sempre usam tecnologia de ponta, ainda não é viável substituir a mão de obra por uma limpeza automatizada. Além de ter o custo inicial muito alto, a tecnologia é geralmente muito específica, capaz de cumprir poucas funções. Já as opções mais baratas, não tem capacidade para cuidar de um ambiente sozinho.

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